Soja avança em Chicago em semana marcada por volatilidade
Os contratos mais negociados apresentaram ganhos consistentes
Os contratos mais negociados apresentaram ganhos consistentes - Foto: Pixabay
O mercado internacional da soja encerrou a sessão em alta na Bolsa de Chicago, em um contexto marcado por volatilidade e movimentações táticas de investidores. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço foi sustentado principalmente por compras de oportunidade e pela atuação de fundos de investimento ao longo do dia.
Os contratos mais negociados apresentaram ganhos consistentes. O vencimento janeiro fechou a 1052,75 centavos de dólar por bushel, com valorização de 1,03%, enquanto o contrato março avançou 1,02%, encerrando a 1067,00 centavos por bushel. No complexo, o farelo de soja para janeiro subiu 2,31%, cotado a 301,5 dólares por tonelada curta, ao passo que o óleo de soja registrou leve recuo de 0,37%, para 48,82 centavos de dólar por libra-peso.
A sessão positiva ocorreu em uma semana considerada volátil, influenciada por novas compras de fundos e por rumores de aquisições adicionais da China, que ainda aguardam confirmação oficial. Apesar disso, fatores de pressão limitaram ganhos mais expressivos, especialmente as perspectivas favoráveis para a produção na América do Sul, onde as condições climáticas seguem adequadas no Brasil e na Argentina.
No caso brasileiro, dois elementos atuam como vetores baixistas para Chicago. A colheita já em andamento e a valorização do real frente ao dólar reduziram a competitividade das exportações e desestimularam vendas por parte dos produtores. Soma-se a isso o desempenho das exportações dos Estados Unidos, que permanecem bem abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, além da queda nos preços do petróleo, que impactou negativamente o óleo de soja.
Por outro lado, a expectativa de exportações recordes do Brasil em 2026 reforça a oferta global. A projeção indica embarques de 112 milhões de toneladas, acima do volume do ano anterior, ainda que as vendas para a China devam recuar em relação a 2025, influenciando o equilíbrio entre demanda e preços no mercado internacional.